08 novembro 2010

Podiam não ser 5? Podiam...mas não era a mesma coisa

Go5to de jogo5 a55im, com tanto5 golo5...

O "mestre da táctica" voltou a soçobrar, perante o novato do "powerpoint". Batido em toda a linha, o Porto conseguiu um resultado volumoso, justo, não se limitando a aproveitar os receios do adversário. Os azuis e brancos foram sempre mais equipa. Pressionantes, assentando o seu principal mérito no colectivo, jogou como o Dragão à tanto ansiava. Com desenvoltura, libertos de medos espúrios, que marcaram o consolado de Jesualdo. Foi uma equipa vibrante, alegre, dominadora, capaz de interpretar na perfeição os momentos de transição defesa/ataque. Com Belluschi, o argentino dos pés aveludados, a pautar o jogo, como nunca o tinha feito até agora na Invicta, e um Hulk endiabrado, cedo se percebeu que o jogo seria, literalmente, de sentido único. Nunca acusando a ausência de Fernando, o habitual pêndulo do meio-campo, o encontro tornou a mostrar, se ainda fosse necessário, que a contratação de Moutinho não foi apenas um golpe de marketing. A "maça podre" continua a carburar em altas rotações, imprimindo uma dinâmica ao jogo portista que estrangula o adversário.

Mais do que a vitória, por números expressivos, interessa salientar o resgate do bom futebol. O Porto deixou de ser uma equipa vocacionada para sofrer - se bem que o saiba fazer, como demonstrou em Coimbra - não adoptando papéis secundários, quando o lugar de protagonista está disponível. Temos um Dragão que não espera um golpe de sorte ou um acaso da fortuna para ser feliz.

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