17 novembro 2010

NFL 2010 - Semana 10 [os vilões]


Glover Quin - O CB dos Houston Texans é o vilão-mor desta jornada. Com o jogo, em casa dos Jacksonville Jaguars empatado, a míseros 8 segundos do fim, ninguém pensaria que o desfecho não fosse decidido no prolongamento. Repito: ninguém. É comum à equipa que detém a posse de bola tentar, já sem tempo no relógio, uma jogada milagrosa. Os americanos apelidam-na de "Hail Mary". Davi Garrard, QB dos Jaguars, tentou-a. Um passe para a end zone, de mais ou menos 60 jardas, para a confusão de jogadores que lá se aglomeravam. Raramente isto resulta. Mas no Domingo aconteceu. Quin, na ânsia de afastar a bola, dá-lhe uma palmada, ao estilo de guarda-redes de soccer a sair a um canto. A bola ricocheteia nele e cai acidentalmente nas mãos de Mike Thomas, que agradeceu a benesse e fez touchdown. The End.

Carson Palmer - É penoso assistir às exibições de Palmer, antigo encedr do Heisman Trophy. A sua irregularidade tem sido a nota dominante, incapaz de levar os Bengals ao patamar esperado. A de uma equipa realmente boa. Quando muitos pensavam que a adição de Terrel Owens ao corpo de receivers, que contava já com Ochocinco, os tornaria uma máquina predadora no ataque, não contavam com a pouca inspiração de Palmer. Frente aos Colts, pese as 292 jardas e os 2 passes certeiros para TD, foram mais 3 INT, a adicionar ao total da temporada, repleta de turnovers: 11. Pior do que os erros, são algumas das decisões ridículas que toma, em jogadas de ataque, ou os passes falhados, para alvos abertos e isolados. Jogando praticamente a temporada em Indianapolis, os Bengals tiveram o pássaro na mão, não o conseguindo no entanto apanhar. O principal culpado? O quarterback de 30 anos, na sua 8ª temporada. Game Over para Cinccinati.

Brett Favre - Custa olhar para a lista de quarterbacks e ver quem são aqueles que apresentam o pior rating. Do fundo para cima: Derek Anderson, dos Cardinals. Matt Moore, dos Panthers. O seu substituto, o rookie Jimmy Clausen. E depois Brett Favre. A temporada de 2009 já está esquecida. Favre ainda apresenta alguns lampejos de génio. Como o quase comeback protagonizado em NY, frente aos Jets, com aquele magistral passe para Moss. Ou as drives finais frente aos Cardinals, empurrando a equipa para uma vitória que já não parecia possível. Mas já se torna difícil encontrar uma explicação, um argumento favorável ou uma mera desculpa para a quantidade de turnovers, entre fumbles e intercepções, que ele tem protagonizado ao longo da época. Não foi por sua causa que os Viking perderam frente aos Bears, rival de divisão. Mas Favre já não é um factor desequilibrador. Infelizmente.

Dallas Cowboys - E não, não é engano colocar a equipa de Dallas nos vilões da jornada 10, logo quando eles conseguiram o 2º triunfo da temporada, e logo frente ao rival Giants. Mas é uma forma de penalizar um grupo que, pese a qualidade acima da média, tem defraudado as expectativas que os apontavam como candidatos ao título. Bastou mudar de treinador para começarem a vencer? Ou a equipa desistiu, sob o comando de Wade Phillips, de jogar, entregando jogos com resultados humilhantes? Era preciso um treinador novo para lhes lembrar do orgulho, da honra, da disciplina, e do profissionalismo? Esta vitória em Nova Iorque apenas mostra onde poderiam estar agora os Cowboys, não tivesse a equipa sido tão negligente na abordagem de várias partidas, tão permeável, tão submissa e descrente, sem uma centelha de raiva. Deveríamos ter Miles Austin ou Dez Bryant nos playoffs. A brilhar. E não vamos ter, devido a um grupo de egos descomunais.

Nick Folk - O kicker dos Jets teve uma tarde para esquecer, na visita a Cleveland. Falhando 3 field goals, quase todos em posição privilegiada, e a não mais de 30 jardas, Folk fez perigar a vitória da equipa de Rex Ryan. Com duas falhas no tempo regulamentar, que impediram os Jets de cimentar a liderança, Folk teve ainda tempo de desperdiçar nova hipótese de triunfo, já no prolongamento. Talvez por isso tenha sido de alívio o rosto que as câmaras de televisão mostraram, logo após o sensacional touchdown de Santonio Holmes, terminando com a incerteza quanto ao vencedor.

Jeff Reed - Reed não teve a mesma sorte de Folk. Perdendo um pontapé de 22 jardas, viu a sua equipa - os Steelers - despedirem-no, pondo fim a uma relação de 9 anos. Num 2010 aziago, Reed já contabilizava 7 FG desperdiçados. A equipa de Pittsburgh achou que eram demasiados. Numa posição específica, onde a pressão é enorme, ser kicker é um dos empregos mais stressantes no mundo do futebol.

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