16 setembro 2010

NFL 2010 - Semana 1 [os vilões]


Brett Favre - O veterano quarterback não foi feliz no seu regresso, para a 21ª temporada. Ironicamente, o palco foi o mesmo onde, meses atrás, a desilusão teve um rosto duplo: erro tremendo, limitando a vitória dos Vikings, e lesão que lhe custou uma operação. Os números nem foram maus de todo. 171 jardas, 1 passe para TD e 1 intercepção. Mas esperava-se bem mais, sobretudo pelo bom desempenho da linha ofensiva, que lhe deu sempre tempo e protecção suficientes para Favre lançar os seus mísseis mortíferos. Mas a falta de treino, depois de não ter participado na pre season, aliado à ausência dos seus receivers predilectos, transformaram a sua exibição num desalento.

Alex Smith - O QB de uma das mais emblemáticas equipas da NFL, os San Francisco 49ers, teve uma tarde desastrosa. Numa equipa de quem se espera bastante, pelas armas ofensivas de que dispõe - o WR Michael Crabtree, o RB Frank Gore e o TE Vernon Davis - a goleada sofrida não pode apenas ser imputada ao jovem QB. Mas lá que os 2 passes interceptados ajudaram à derrocada, ajudaram. E não foi pouco.

Bernard Berrian - Com Percy Harvin debilitado pelas crises de enxaqueca e Sidney Rice na enfermaria, esperava-se que Bernard Berrian assumisse as responsabilidades de wide receiver principal. O seu técnico, inclusive, colocou-o como retornador de punts, aproveitando a sua velocidade. Mas, da teoria à prática, vai uma grande distância. Tudo saiu mal a Berrian. Como retornador foi uma anedota, quase cometendo um fumble, na 1ª tentativa, e escorregando, na seguinte. Na sua função principal, desperdiçou um passe magnífico de Favre, que colocava os Vikings bem perto do TD.

Kevin Kolb - Com McNabb de malas aviadas para Washington, a lotaria parecia ter saído a Kolb, merecedor da confiança dos Philadelphia Eagles para ser o novo quarterback da franquia. Numa equipa nova e talentosa, parecia ser a escolha certa. Mas isso só até ao embate com os Packers. Numa 1ª metade horrível, onde Kolb foi incapaz de conseguir um 1st down, o pior ainda estava para acontecer, quando foi literalmente atropelado num sack que lhe provocou uma concussão. Resultado: deu o lugar a Michael Vick, o estropiador de cães, que agradeceu a oportunidade.

Alex Barron - Que noite a do right tackle dos Dallas. Penalizado 3 vezes, por faltas, cometeu uma que perdurará nos tempos mais próximos, por ter custado a derrota aos Cowboys. No último segundo, quando Romo encontra na redzone o receiver Roy Williams para um TD milagroso, a falta cometida no início da jogada (holding) aborta as comemorações efusivas dos fãs de Dallas.

Matt Moore - O quarterback dos Carolina Panthers ainda deve estar a remoer a sua exibição. 3 INT, na derrota frente aos Giants, que o colocam numa pressão desmesurada, sabendo-se que os Carolina optaram por, no draft, contratar uma das estrelas vigentes universitária, Jimmy Clausen. O próximo jogo ditará, por certo, a sentença quanto ao futuro de Moore na equipa.

CJ Spiller - Bem vindo à NFL, puto. O melhor running back universitário, aposta dos Bills no draft deste ano, prometeu imenso. Na pré-temporada. O pior foi no jogo a sério. Apenas 14 jardas, sendo 6 apenas na corrida, são números que desiludem imenso, quando se esperava uma actuação explosiva.

Albert Haynesworth - O defensor dos Redskins parece ter caído em desgraça. Longe vão os tempos em que era a alma da defesa dos Titans. Com um contrato milionário, que o transformou no DL mais bem pago da história [100 milhões], Albert realizou uma temporada de 2009 razoável, mas longe do que esperavam dele. A chegada de Shanahan ao comando técnico de Washington apenas precipitou o provável desenlace. A passagem da defesa dos Redskins para um 3-4 que obriga o jogador a ser NT, logo provocou o descontentamento do atleta. O training camp, com inúmeros problemas [a rábula dos exercícios que o jogador não conseguia cumprir] colocou Albert à beira do precipício. Finalmente, na recepção aos Dallas, as poucas jogadas em que interveio foram mostradas, em directo e à escala nacional, para cada um retirar as suas conclusões. E elas são unânimes: lento, incapaz de vencer a oposição da OL contrária, chegou sistematicamente atrasado às jogadas, revelando uma apatia que lhe coloca o rótulo de mau profissional. A sua carreira poderá ter chegado ao fim, em Washington. Mas, pior, quem quererá um jogador que revela ser um atleta caprichoso e egoísta?

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